A luz que há

Ana Maria Sousa, Andreia Valente, Anfissa Gorbacheva, Bárbara Moreira, Carlota Braz Gil, Catarina Campos, Catarina Noronha, Claúdia Loureiro, Constança Costa, Francisco Branco, Francisco Carvalho, Inês Pinto, Joana Freitas, Júlia Marques, Larissa Gorbacheva, Leonor Fernandes, Leonor França, Madalena Silva, Maria Clara Rodrigues, Maria João Sousa, Maria Jorge Carvalho, Marta Nunes, Martim França, Mila Loureiro, Nina Loja, Otília Gomes, Pierre Loret, Sara Beatriz Moniz, Sara Reis Gomes, Tiago Loureiro.



Exercícios de Desenho orientados por Luísa Spínola, na Porta33, entre Dezembro de 2017 e Junho de 2018.


Inauguração:
Sábado 23 de Junho, às 18h


Fomos buscar o título da exposição a Manuel Zimbro (1944-2003) no seu livro
TORRÕES DE TERRA notas de um lavrador para encontrar o céu e a terra.
A exposição estará patente ao público até 29 de Setembro de 2018.

 

No trabalho da Porta 33 sempre existiu uma preocupação em apresentar a tematização do desenho, quer a partir do programa expositivo quer estimulando a reflexão e a experimentação em torno desta disciplina.

Presente desde o início da atividade esta opção pelo desenho reflecte uma intenção em situar o trabalho expositivo e curatorial muito próximo do processo criativo dos artistas, de que o desenho constitui, provavelmente, a expressão mais directa. Ora esta proximidade com os artistas, o trabalho de produção de obras novas sempre foi uma das características que fizeram da Porta 33 uma instituição única.

Os exercícios de desenho orientados por Luísa Spínola, que agora se dão a ver sob o título, inspirado em Manuel Zimbro, A luz que há, constitui não só a natural expressão da vocação da Porta33 como, também, um importante corolário à atividade, já que permitiu a formação de um grupo de trabalho motivado para a prática do desenho, que desejamos ser  embrião para partilhar experiências futuras com os artistas convidados a trabalhar na Porta33.

Assim o desenho, enquanto potência para o conhecimento de si e do mundo, é a âncora com que nos propomos sedimentar o enraizamento e o natural crescimento de um projecto de residências intitulado Mais importante que desenhar é afiar o lápis, cuja calendarização será brevemente anunciada, e que reúne um conjunto de artistas, autores e curadores cujo trabalho tem preocupações educativas e ecológicas.

Como dizia Manuel Zimbro:
Moro aqui em baixo, milagrosamente respiro, e o olhar tem de se adaptar à luz que há.
Mas uma coisa é essa contingência: ter de se adaptar à luz que há, outra é a necessidade absoluta em não se acomodar nem se habituar à sua tradicional ocultação e nisso favorecer a sua destruição.

HISTÓRIAS ENCENADAS por Catarina Claro

Próxima actividade:
Se Eu Soubesse Desenhar
30 Junho | 8 Setembro | 22 Setembro

 

The light there is

Ana Maria Sousa, Andreia Valente, Anfissa Gorbacheva, Bárbara Moreira, Carlota Braz Gil, Catarina Campos, Catarina Noronha, Claúdia Loureiro, Constança Costa, Francisco Branco, Francisco Carvalho, Inês Pinto, Joana Freitas, Júlia Marques, Larissa Gorbacheva, Leonor Fernandes, Leonor França, Madalena Silva, Maria Clara Rodrigues, Maria João Sousa, Maria Jorge Carvalho, Marta Nunes, Martim França, Mila Loureiro, Nina Loja, Otília Gomes, Pierre Loret, Sara Beatriz Moniz, Sara Reis Gomes, Tiago Loureiro.



Drawing exercises supervised by Luísa Spinola at PORTA33, between December 2017 and June 2018.


Opening:
Saturday 23 June 2018, at 6.00 pm


We took the title of the exhibition from Manuel Zimbro (1944-2003) in his book
TORRÕES DE TERRA notas de um lavrador para encontrar o céu e a terra.
(CLODS OF EARTH notes of a tiller to find heaven and earth
).

 

In its work, Porta33 has always been concerned about presenting topics to do with drawing, whether it means putting on exhibitions or encouraging reflection and experimentation based on drawing. 

Ever since the gallery first opened, the choice of drawing has reflected our intention to close the gap between work devoted to exhibiting and curating, and the artists’ creative process where drawing is very likely to be its most direct expression. Indeed, producing new work in proximity with the artists has always been one of the characteristics that has made Porta33 a unique establishment. 

The drawing exercises supervised by Luísa Spínola, which may be seen now under the title The light there is inspired by Manuel Zimbro’s book, not only embodies the natural expression of Porta33’s vocation, but also comprises an important outcome of this activity. It has already led to forming a working group whose target is to pursue drawing. We would like it to be the seed that will blossom into sharing future experiences with guest artists working at Porta33.

Drawing, therefore, as a means of empowering one’s knowledge of the self and the world, is the anchor upon which we propose to build in order that a project called Mais importante que desenhar é afiar o lápis (More important than drawing is sharpening your pencil), may take root and grow naturally. The project’s agenda will be made public shortly; it will bring together a group of artists, writers and curators whose work reveals their educational and ecological interests.

Manuel Zimbro was to say:
I live here in the depths, miraculously I breathe, and my gaze has to adapt itself to the light there is.
But this contingency is one thing: having to adapt to the light there is; another is the absolute need not to accommodate oneself, nor become used to the light being tradiditionally smothered, thus favouring its destruction.

 

from Tuesday to Saturday  4.00 pm to 8.00 pm
or in any other previously booked timetable

STAGED ROLE PLAYS by Catarina Claro
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Se Eu Soubesse Desenhar
30 June | 8 September | 22 September

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