Conversa com: Lucília Monteiro, Tolentino Mendonça e Álvaro Domingues
Porta33 > 04.12.2015

Lucília Monteiro: biografia (resumo)

Lucília Monteiro nasceu em 1966 em Santa Cruz, na ilha da Madeira. Em 1988 ingressou no Curso Superior de Fotografia na Escola Superior Artística do Porto e iniciou seguidamente a sua carreira de fotojornalista. Em 2014 mestrado em fotografia e cinema documental.
De entre as experiências em conceituados jornais e revistas portugueses (O Liberal, Sábado, Expresso e Visão), destacam-se as reportagens sobre a guerra na Bósnia (1995), as minorias étnicas na China (1998), o golpe de Estado na Venezuela e a guerra em Angola (2001).
O seu trabalho fotográfico pode encontrar-se em publicações individuais – À Descoberta do Porto, com textos de Germano Silva (Editorial Notícias, 1999) e Tibete: Quase o Céu (Dividendo, 2000) bem como em colectivas, entre elas Beelden in Vervoeing (Porto Capital Europeia da Cultura, 2001), O Porto e os Seus Fotógrafos (Centro Português de Fotografia, 2001), Metáforas do Sentir Fotográfico (Centro Português de Fotografia, 2002) e Fotografia no Douro: Arqueologia e Modernidade (Centro Português de Fotografia, 2006).
Ao longo dos anos e para além do fotojornalismo, tem participado com projectos artísticos em exposições: As Sombras do Porto (Casado Infante, Porto, 1989), Os Pés (Galeria de Vila Nova de Cerveira,1999), O Mito da Caverna de Platão (Galeria Artes em Partes, Porto), Tibete (Fnac, Galeria do Clube de Jornalistas, Casa da Cultura de Santa Cruz, 1999) e Luz (Galeria das Salgadeiras, 2013).
Das participações em mostras colectivas destaca-se a mais recente na A2V A Duas Velocidades (Centro das Artes Casa das Mudas, 2013) resultante de uma residência artística e expôs, no âmbito do mestrado “Ex-voto”, na Casa das Artes no Porto.
Em 2004 é reconhecida com o Prémio Imprensa Troféu Beatriz Ferreira atribuído pela Casa de Imprensa. Actualmente, Lucília Monteiro é fotojornalista da Visão e do Expresso.

 

Álvaro Domingues: biografia (resumo)

Álvaro Domingues (Melgaço, 1959) é geógrafo, doutorado em Geografia Humana pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1994) e professor na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, FAUP, onde também é investigador no Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo CEAU-FAUP.
O seu trabalho de investigação desenvolve-se nas áreas da Geografia Urbana e da Paisagem, tendo colaborado com diversas instituições como a Porto 2001, Capital Europeia da Cultura (1999-2000), a Fundação de Serralves, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Manuel dos Santos e várias Universidades Portuguesas, a Universidade de S. Paulo, Rio de Janeiro, Granada e Barcelona, entre outras. Para além do seu trabalho académico, tem desenvolvido outras actividades no campo da fotografia, do ensaio e da performance.
Das suas publicações recentes, destacam-se:
2012, Vida no Campo, ed. Dafne, Porto.
2010, A Rua da Estrada, Ed. Dafne, Porto.
2012, “Paisagens Transgénicas”, in BANDEIRA, P., CATRICA, P. (org), Missão Fotográfica: Paisagem Transgénica, INCM, Lisboa.
2011, Políticas Urbanas II, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (com Nuno Portas e João Cabral)
2010, “The Non-City– e-conversations in transgenic territories with Alvaro Domingues” in CREUS, Juan; GALLEGO PICARD, Pablo; QUESADA LÓPEZ, Fernando (eds.). O Monografías. COAG, Vol. 6 , A Coruña. 


José Tolentino Mendonça: biografia (resumo)

José Tolentino Mendonça, nascido em 1965 na Ilha da Madeira. Fez o doutoramento em Teologia na Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), com uma tese intitulada "A construção de Jesus. Uma leitura narrativa de Lc 7,36-50" (2004). É actualmente Professor de Estudos Bíblicos na Faculdade de Teologia, da mesma Universidade, e o seu âmbito de investigação principal é o Cristianismo das Origens. Dirige a Revista Didaskalia. É Poeta e Tradutor. A sua obra poética está reunida no volume: A noite abre meus olhos (Lisboa, Assírio &  Alvim 2010). Os títulos mais recentes da sua obra ensaística são Hipopótamo de Deus. A Leitura infinita. Bíblia e Interpretação (Lisboa, Assírio &  Alvim, 2008); O Hipopótamo de Deus e Outros Textos(Lisboa, Assírio &  Alvim, 2010); O tesouro escondido (Lisboa, Paulinas, 2011), Hipopótamo de Deus. Quando as perguntas que trazemos valem mais do que as respostas provisórias que encontramos (Lisboa, Paulinas, 2013). Foi recentemente galardoado em Itália com o Prémio Res Magnae, pelo livro A Mística do Instante. O Tempo e a Promessa (Lisboa, Paulinas 2014).
Com a Porta 33 José Tolentino Mendonça, por ocasião da sua tradução do hebraico de Cântico dos Cânticos, apresentou o livro editado pela Cotovia com desenhos e pinturas de Ilda David, no Museu de Arte Sacra do Funchal, em Agosto de 1997. Em Dezembro de 2005, participou com Ilda David na exposição Tábuas de Pedra para a qual escreveu os Poemas que integraram a exposição e que estão publicados no livro homónimo, numa edição conjunta Porta33/Assírio&Alvim. Recentemente participou no seminário Identidades(s): Nada, Tudo Alguma Coisa concebido por Paulo Pires do Vale com a conferência intitulada “Que tempo trará alma ao mundo? Uma reflexão sobre a temporalidade” (Porta33, 2011).

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