Contra mim falo. Contra mim falho.

Tento, a favor do ofício e do fogo.



A favor d’

Os amigos que enlouquecem e estão sentados,
fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.

— Temos um talento doloroso e obscuro.
construímos um lugar de silêncio.
De paixão.

Desde Lugar, de 1962, que herbertohelder, enquanto figura de leitura (Paul De Man, 1984: 70), se inscreveu como autor e assassino de si próprio, porque – cito o fim deste Lugar da morte inicial – “Vai morrer imensamente (ass)assinado” (1961/62)1.

Retrato de várias formas incendiado e, para Rosa Maria Martelo, um livro com uma composição “essencialmente analógica e descontínua [que] aproxima os elementos de um auto-retrato” (Martelo, 1998: 141) – Apresentação do Rosto, de 1968, autodefine-se como “autobiografia (...) que se conquista à força de palavras” (1968: 16).

Porque contamina fortemente Photomaton & Vox, os dois livros conjuram a favor da (morte própria)”; cito: “(...) sei tudo acerca da minha morte, ao ponto de saber que essa morte ocorre , aqui, e eu mesmo sou o seu autor.” (1995: 41).

A aceitar-se, com Louis Marin, que “(...) toute auto-bio-graphie est une auto-bio-thanato-graphie” (Marin, 1991, p. 118), e porque actual, iterativa e diferida (“Vai morrer imensamente (ass)assinado” (1961/62)2, então, é a autobiografia engendra a morte.


Permitam-me evocar Herberto Helder com e por Luís Quintais, um outro nosso contemporâneo:

Epitáfio
O amador disse ser,
no já crepúsculo de uma vida,
a coisa amada, a poesia.
De metamorfoses se faz a face
do agora morto, 
o vento torce
vestígios de Inverno,
o mar parece calmo mas contém
futuras iniciações
de que nada sabemos, ainda.
 
(Março de 2015, poema inédito em livro)  

Face em falha, o retrato do poeta é metamorfoseado em natureza-morta, i.e., desaparição da língua por deliberada e desejada inanição e invisibilidade: “(...) cumprira-se aquilo que eu sempre desejara – uma vida subtil, unida e invisível que o fogo celular das imagens devorara. Era uma vida que absorvera o mundo e o abandonara depois, abandonara a sua realidade fragmentária.” (Servidões, 2013: 18).

Coisa amada, a poesia, faz-se face devorada pelo fogo celular das imagens no instante em que “o ar que está por cima enche / todo o caderno.” (Herberto Helder, 2009: 606) –– assim encontro o auto-retrato do poeta como natureza morta.

Se, desde Lugar, livro de 1962, que Herberto Helder se autorizou como assassino de si próprio; se o instrumento do crime é a própria assinatura3, no poema “Retratíssimo ou narração de um homem depois de Maio” (também de Lugar; 2009, p. 179-182), Herberto Helder inscreve o “veloz rosto” (em desaparição?) de um outro-eu (em-hiato, i.e., em alteridade]:

Retratoblíquo sentado.
Retratimensamente de/lado, no/acto
conceptual de/ver quantos quantos
dando folhas sobre os mortos de topázio.
Mãosagora, veloz rosto, visão pura.
Esquerdo ao/lado, fogo
junto à cabeça. E mais fogo à/direita por/detrás
da mão estreita pegando no ar
como num livro. Julgo ser eu.   
                                                                                                                                                                                                        
(2009, p. 179).

Em Servidões (de 2013), a poesia de Herberto Helder revela nua e duramente a face e o corpo em falha; o retrato do poeta é metamorfoseado em natureza-morta, i.e., opera-se a desaparição da língua por deliberada e desejada inanição e invisibilidade: “(...) cumprira-se aquilo que eu sempre desejara – uma vida subtil, unida e invisível que o fogo celular das imagens devorara. Era uma vida que absorvera o mundo e o abandonara depois, abandonara a sua realidade fragmentária.” (2013: 18).

Por Servidões (2013), leio Luis Maffei : “Trabalhar a morte (...) pode ser um serviço, uma servidão entre servidões. A primeira leitura do poema sugere tratar-se de uma pergunta sem interrogação, abertura versejada de um conjunto de poemas que não apresenta um ponto final sequer.” A “pergunta sem interrogação” a que Luis Maffei alude é a epígrafe ao conjunto de setenta e três poemas de Servidões, um dístico de eco camoniano:

? “dos trabalhos do mundo corrompida
que servidões carrega a minha vida”
(2013: 19).

O segundo decassílabo contém a palavra que dá título ao livro e elide a pergunta por que Herberto Helder interroga a dualidade entre vida, cativa – por lhe caber “dos trabalhos do mundo” servir a palavra –, e a forma como ela se corrompe, em dissolução que promete (e com/promete) a morte.

De facto, a epígrafe de tom camoniano convoca um outro poema de Herberto Helder – de A faca não corta o fogo – súmula & inédita, de 2008 – que ecoa, intensa e vorazmente, a morte; refiro-me a uma resposta à reescrita da Canção IX de Luís de Camões; cito um excerto:

e tu, Canção, se alguém te perguntasse como não morro,
responde-lhe que porque morro  (...)


queria tudo, até que ficasse mudo (...)
e neste mistério que – como não morro –
que – porque morro – escrevo (...)
(2008: 176-177).

Servidões. Luis Maffei sublinha que “servidão não é trabalho, ao menos não um trabalho do mundo, é um serviço de morte, portanto só concretizável dentro da vida. Os trabalhos do mundo fiquem ao largo dos trabalhos que interessam mais. Exemplo? Nascer, coisa que, em Herberto Helder, não deixa de, senão equivaler, ao menos semelhar-se, a uma metamorfose”. (2014:23)

Nascimento e morte. “Metamorfoses, “futuras iniciações de que nada sabemos, ainda” (recordo o epitáfio de Luís Quintais).

Antes da e com a morte, o primeiro poema de Servidões dá a ver, com um só golpe, a vida a nascer e a prometer-se ao futuro, à transitoriedade, finalmente, à morte:

saio hoje ao mundo, 
cordão de sangue à volta do pescoço,
e tão sôfrego e delicado e furioso /
de um lado ou de outro para sempre num sufôco,
iminente para sempre
(2013: 20).

O poema é, a um tempo, certidão de nascimento (note-se que é datado de 23.XI.2010, o dia que assinala o nascimento Herberto Helder) e ante-epitáfio da (morte própria), um só gesto em que – no presente (saio hoje) – se celebra a revelação do mundo, ao mesmo tempo que se nomeia uma asfixia imediata que promete a morte a quem assina o poema, com a duração que até então havia tido o seu curso de vida: “80 anos”.

Deste modo intuo, não só, que Servidões possa ser o primeiro e o último livro de Herberto Helder, mas também (ou sobretudo) resultado dos efeitos de contracção (também uterina) e de implosão da língua – fala infans, asfixiada –, de tal forma que um só poema cruamente repercute este efeito, inscrevendo o primeiro e um último enunciado da muda voz de Herberto Helder – hoje | sufôco | iminente | para sempre.

Servidões coloca autor e leitor em presença da “(morte própria)” (olhada desde Photomaton & Vox, de 1995: 176-178) – “além da morte escrita” (2013: 117) – “enfrentando a perturbada imagem da nossa imagem, assim, olhados pelas coisas que olhamos” (2013: 12).

Composto por um conjunto de dez páginas em prosa, algumas publicadas anteriormente, por setenta e dois poemas inéditos – o primeiro datado de 23.XI.2010 e o último de 2012.12 – e por um outro editado em 2012, Servidões é, parece-me – num só figurado gesto – o primeiro e o último livro de “herberto helder”.

Se “a prosa inicial, que começa pela violência (...) de algumas memórias da ilha da Madeira [e] termina com a impossibilidade de regresso a uma origem”, “[h]á em Servidões um eu que ora fala a partir desse mundo, ora mede os 80 anos de idade e os limites físicos do corpo” (Martelo, 2013: 9). Trata-se de um movimento por que “herberto helder” faz uma outra (ou contra) leitura da sua poesia:

releio e não reamo nada,
a minha vida abrupta é absurda,
a arte da iluminação foi toda ao ar pelos fusíveis fora,
e fiquei cego dentro da casa cuja, e pelo mundo e na memória, e na maneira
das palavras que eu amava

com as costuras das gramáticas inventadas tortas mas tão amadas também elas,
nessa língua das músicas, (...)



e com este míseros ofícios
morrerei do meu muito terror e da nenhuma salvação da minha vida

(2013: 81).

A rememoração de “visões” e “vozes” das “infâncias” (2013: 9) aclara como a casa e o mundo então experimentados não foram senão “um interregno, um instante oblíquo” (2013: 12), ao olhar de agora “um equívoco: a condenação ou condanação de inquilinos da irrealidade absoluta” (2013: 12).

Ao reler-se – à sua vida e às gramáticas inventadas tortas (2013: 12) – “herberto helder” fá-lo em cegueira, em amnésia, em desolado desamor pela língua das músicas: ante a morte futura estes são míseros ofícios que parecem não o redimir.

“É o tema das visões e das vozes, um pouco ameaçador agora quando se lembra aquilo por que se passou” (2013: 9); antes do terror da morte por vir, Servidões abre com a anamnese do que com a infância nasceu, do “apuramento das palavras”, do que “ascendia ao silêncio”, da “música que se compunha”, “em estado de graça” (2013: 9). Entre o que iniciaticamente se compunha e agora se decompõe (uma possibilidade de ser este simultaneamente o primeiro e o último livro de “herberto helder”, parece-me), há a memória do assombro de se revelarem “matérias e sopros do mundo expressos em imagens e vozes autónomas” (2013: 9).

A revelação do rosto que reflectido se apresenta instaura a interrogação e o temor perante a origem e a identidade de quem se olha – duplicado –, uma interrogada e enigmática imago: “[h]avia espelhos por toda a casa, (...) a nossa própria imagem assustava-nos vinda bruscamente não sabíamos de onde, de que fundo, de que mundo.” (...) “[U]m raio fuzilou junto às janelas e vi no espelho (...) o meu rosto desdobrado, ardido, remoto: quem era?” (2013: 11).

Uma outra possibilidade de ser este simultaneamente o primeiro e o último livro de “herberto helder” pode ser encontrada no modo como (permita-se-me a formulação) assina o primeiro poema do livro: “23. XI. 2010: 80 anos”. A cronologia marca e transita entre a data de nascimento do autor e a actualidade da escrita do poema, reforçada pela contabilidade da duração da vida: “80 anos”.

Entre o nascimento e o presente do poema (2010) parece acontecer ver-se o seu “rosto desdobrado, ardido, remoto: quem era?” (2013: 11); quem é?

Uma fórmula elaborada por Manuel Gusmão aclara a duplicidade: em “HH2” há “uma letra muda que se repete” e “o rasto de uma acumulação” (Gusmão, 2012: 5); se, por um lado, o eco da abreviatura do nome transporta essa ideia de duplicação gráfica, especular, a presença do número dois exponenciado sobre “HH” representa a multiplicação por dois da assinatura.

Em certo sentido trata-se de uma síntese da ideia de que o autor se desdobra entre a duração da sua vida e a escrita que nela coube, do primeiro ao último livro, sob a mesma assinatura; de outro modo, entre a primeira e a segunda datas existe o-mesmo-e-um-outro “herberto helder”.

Sobre a assinatura “herberto helder”, para Gustavo Rubim, “da mesma maneira que assina a totalidade do filme desde que as suas primeiras imagens aparecem até que o movimento delas as leva a desaparecer e a morrer, também assina o encaminhamento da escrita e das palavras do filme verbal para “o silêncio de tudo no mundo inteiro” [Helder, 2009: 186]” (Rubim, 2012: 19). É também entre o silêncio de tudo e o mundo inteiro que intuo poder ler-se Servidões.

No texto de Edoi Lelia Doura – Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa (de 1985) neste livro incorporado (2013: 13-14) o nome escrito é fundamental: “a morte levava o nome”, “uma imagem de si mesma, uma imagem absoluta”, “a assinatura devolvida ao mundo. É quase tudo o que há para dizer no plano prático da poesia” (1985: 7; 2013: 13-14).

Aceite-se que a fragilidade do nome é (diga-se assim) civil, transitória como o corpo que habita; enquanto assinatura, revela-se o poder do nome enquanto imagem absoluta, imagem de si mesma como poesia, dotada de “visibilidade e música” (2013: 15). Inscrição poética, a assinatura difere permanentemente o tempo e diferencia a autoria, torna-se “o fundamento agora inabalável de uma figura da realidade que, apenas manifesta, se torna encontrada como única” (2013: 15): “quero eu pôr em escrito rápido que ele, livro, com as suas vozes últimas, incita quem puder a poder encontrar a razão das razões, pessoal” (2013: 15). Entre a figura do autor e o leitor existe correspondência entre a voz única de um e a razão pessoal de outro, na medida em que se trata de “uma carta de teor e de amor, múltipla e unívoca, e doada, e ferozmente parcialíssima” (2013: 15).

Servidões é, proponho, num só gesto, o primeiro e o último livro de “herberto helder”, também no sentido em que actualiza o enunciado de que a poesia – “paisagem transfigurada” (2013: 16), multíplice – é o lugar, uno, onde ‘a vida começa a ser real’. Algures, aqui.” (2013: 16).

Leia-se a génese. “Ao princípio era uma ilha. Em seguida o conhecimento de tudo: infância e adolescência.” (1995: 24). As “(ramificações autobiográficas)” contidas em Photomaton & Vox crescem por dentro de Servidões: “[e]ncontrava-me agora na ilha onde nascera” (2013: 16). Eis o livro primeiro de “herberto helder”: “[f]ora ali que eu nascera”, “arrecadara os ganhos fundamentais, os primeiros, naquelas imagens, nos acontecimentos por assim dizer nascidos nesses lugares” (2013: 17). No entanto, após “muitos anos de ausência” (2013: 16) reconhece-se – como adenda, em Photomaton & Vox – que “[a] ilha transacta não é da minha luz. É uma travessia de registo avulso e instantâneo, uma experiência de imagens precárias” (1995: 22).

Em Servidões a “(apostila insular)” (1995: 22-24) é ampliada, reelaborada; aqui “herberto helder” interroga-se: “[o] meu centro, o âmago, (...) esta terra que afinal eu não reconhecia como esperava” (2013: 16) seria o lugar ao qual regressara “[p]ara morrer?” (2013: 16). Eis o livro último de “herberto helder”; nele se revela a dissemelhança entre a memória da origem e a realidade presente e de si ausentada, porque na travessia do tempo é outra a ilha e outra a percepção do sujeito:

“nenhuma dessas experiências, nada, nenhuma imagem
confirmada pelo olhar, (...) nada me reatava, um ímpeto, uma
religação” (2013: 16).
É um lugar separado de quem a ele regressa, são “realidades
independentes de mim” (2013: 16).

“Eu não reconhecia o mundo, aquele” (2013: 17); eis o apocalipse (sobretudo etimológico, a partir da palavra grega ‘apokalypsis’, composta pelo prefixo ‘apó’, separação, e por ‘kalýptein’, ‘escondido’). Portanto, “[p]oderia então morrer, insensível, ali?” (2013: 17). “herberto helder” sabe-o: “[s]ó morremos de nós mesmos” (2013: 17).

Nulo reconhecimento do lugar, nu o olhar: “cumprira-se aquilo que eu sempre desejara – uma vida  subtil, unida e invisível que o fogo celular das imagens devorara. Era uma vida que absorvera o mundo e o abandonara depois, abandonara a sua realidade fragmentária. Era compacta e limpa. Gramatical” (2013: 18).

Revelada invisível a vida, ela é unida e compacta na justa medida – limpa – em que seja gramatical; o mesmo é dizer poética ou, de outro modo, uma vida transparente, do mundo abandonada, com a assinatura “herberto helder”.

Vida e morte são, no poema, acontecimentos reiterados: na inscrição de hoje e para sempre nascimento e fim são iterativos, iminentes. Deste modo se compreende não apenas o facto de Servidões ser – num só gesto – o primeiro e o último livro de “herberto helder”, mas também se observa como apenas um poema repercute este efeito, inscrevendo um primeiro e um último enunciado da voz de “herberto helder”.

Matéria da poesia de o-mesmo-e-um-outro “herberto helder”, conhecida a ininteligibilidade do mundo, esta voz deseja-se silenciosa, privativa: “nunca mais quero escrever numa língua voraz, / porque já sei que não há entendimento, / quero encontrar uma voz paupérrima, para nada atmosférico de mim mesmo (...) / quero criar uma língua tão restrita que só eu saiba” (2013: 57).

Nem Poesia Toda (1973, 1981 e 1996) nem Ou o Poema Contínuo (2004) nem Ofício Cantante (2009), nenhum tentado conjunto, nenhum continuum, nem lirismo: se “um pequeno poema bastava para meter tudo lá dentro” (2013: 82), “herberto helder” “queria sim escrever o meu poema fixo entre as palavras móveis” (2013: 38). Sublinho o singular: um poema, o meu poema, inamomível e permanente (fixo).



Língua e poema mortos como

(...) alguém [que] se vai embora não sei de onde para onde,
se se murmura: que toda a gente morre de si: ou agora ou
um pouco mais tarde, o que está certo como qualquer mistério (...)

(2013: 41).

Dissolução maior a de quem sabe ser a sua vida corrompida porque “(...) tudo acaba: canção, talento, alento, papel, esferográfica (...)” (2013: 42).
Servidão maior a de quem reconhece pertencer aos trabalhos do mundo a sua poesia, ainda que aconteça a morte, “a manhã tão comprida”:

e vão ver, e ele já virou a cara,
já virou o corpo,
boca aberta,
interrompida a canção ininterrupta
(2013: 92-93). 

Enquanto temporariamente suspensa a palavra, saiba-se que “o prestígio da poesia é menos ela não acabar nunca do que propriamente começar. É um início perene, nunca uma chegada seja ao que for” (2013: 12). Comece-se, por exemplo, por este lugar:

nada pode ser mais complexo que um poema,
organismo superlativo absoluto vivo,
apenas com palavras, 
apenas com palavras despropositadas,
movimentos milagrosos de míseras vogais e consoantes,
nada mais que isso,
música,
e o silêncio por ela fora”
(2013: 62).

Nada mais que isso; tudo, isso: o “poema perfeito prometido que não nunca” (2013: 69). Que não nunca acaba. Contínuo.

 

 

 

diana pimentel

[1] CF. 2014: 181 e 182.
[2] CF. 2014:181 e 182.
[3] CF. 2014:181 e 182.

REFERÊNCIAS

HELDER, Herberto (1968) Apresentação do rosto, Lisboa, Ulisseia, 1968.
_________ (1985) Edoi Lelia Doura – Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa, Helder, Herberto (organização), Lisboa, Assírio & Alvim, 1985.
__________ (1995), Photomaton & Vox, 3.ª edição, Lisboa, Assírio & Alvim.
__________ (2008) A faca não corta o fogo – súmula & inédita, Lisboa, Assírio & Alvim.
__________ (2009) Ofício Cantante, Lisboa, Assírio & Alvim.
__________ (2013) Servidões, Lisboa, Assírio & Alvim.
__________ (2014) Poemas Completos, Porto, Porto Editora.

BIBLIOGRAFIA

CAMÕES, Luís de (1981) Lírica completa, prefácio e notas de Maria de Lurdes Saraiva, volume 3, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda.

 

DE MAN, Paul. “Autobiography as De-facement”, in The Rhetoric of Romanticism, New York, Columbia University Press, pp. 67-81, 1984.

 

GUSMÃO, Manuel (2002). “Rimbaud, alteridade, singularização e construção antropológica”, Cadernos de literatura comparada, contextos de modernidade, Porto, n. 5, p. 91-124, Julho.
__________ (2012) “HH2”, Textos e Pretextos, nº 17, Lisboa, Centro de Estudos Comparatistas – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa / Edições Húmus, Outono/Inverno de 2012, p. 5-6.

 

MAFFEI, Luis (2014). “Servidões ou a morte como camoniano gesto ético”, RCL | Convergência Lusíada, nº 31, janeiro – junho de 2014, pp. 22-34.

 

MARIN, Louis. Écriture, images, gravures dans la représentation de soi chez Stendhal, in contat, Michel, L’Auteur et le manuscrit. Paris, Presses Universitaires de France, 1991, p. 118-141.

 

MARTELO, Rosa Maria. Carlos de Oliveira e a referência em poesia, Porto, Campo das Letras, 1998.
___________ (2009) “Em que língua escreve Herberto Helder?”, Diacrítica, N.º 23/3, Braga, Revista do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho, 2009, pp. 151-168.
___________ (2013) “Um lance último”, ÍpsilonPúblico, Lisboa, 14 de Junho, p. 9.

 

RUBIM, Gustavo (2012) “Um texto estranho”, Textos e Pretextos, nº 17, Lisboa, Centro de Estudos Comparatistas – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa / Edições Húmus, Outono/Inverno de 2012, p. 10-19.

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