JAVIER NÚÑEZ GASCO
Terra de Ninguém

Enquanto artista, desenvolvi um método de trabalho no qual prefiro a pergunta à resposta, a dúvida à certeza e a hipótese à conclusão. Interessa-me a procura que nada procura, e, principalmente, a que nada encontra. Interessam-me as falhas na construção do que me rodeia. É delas que extraio ideias e obras. Não argumento por oposição mas sim por alternativa ou, preferencialmente, por alternativas. Um dos meus princípios de trabalho, ou mesmo de vida, é tentar não dar nada por certo. É um exercício teórico e prático ao qual dedico muito do meu tempo e que me situa exactamente na posição onde quero estar: num estado de constante procura e sempre “em processo”. As obras são os resíduos físicos que vou deixando para trás ao longo desse meu caminho.

Para este workshop, que terá por título “Terra de Ninguém”, gostaria de propôr uma série de exercícios relacionados com a minha forma de entender a prática artística na sua relação com o conflicto entre realidades particulares e realidades comuns. Tratar-se-á de exercitar uma espécie de dupla contemplação, na qual os participantes aceitar-se-ão colocar num lugar de não posicionamento a partir do qual podem ser corpos receptores das experiências do outro. O workshop será um laboratório de experiências e de debate onde confrontaremos diferentes idéias e discutiremos sobre a sua formalização e sobre a necessidade de esta última chegar ou não a existir.

 

Javier Núñez Gasco: biografia (resumo)

Javier Núñez Gasco (Salamanca, España, 1971) estudió en la Facultad de Bellas Artes y en la Escuela de Artes e Oficios de Salamanca. Actualmente vive y trabaja en Madrid. Desde 1991 ha realizado diversas muestras colectivas e individuales de su trabajo en España y en el extranjero. Su obra se materializa en distintos soportes como el vídeo, la performance, la escultura y la fotografía.

De las exposiciones individuales realizadas destacan Tres imágenes valen más que mil palabras Utero Land, Lisboa (2010); On Sale, Espai Ubu, Barcelona (2010); Resting pieces (R.I.P…) Galería Ms, Madrid (2009); Miserias Ilimitadas, Lda. Pantallas sensibles, DA2 Domus Artium 2002 – Centro de Arte de Salamanca (2007); Resting Pieces (R.I.P.), Galeria T20, Murcia (2006); Happiness, Galeria Sicart,Vilafranca del Penedés, Barcelona, (2005); Registros, DA2 Domus Artium 2002 - Centro de Arte de Salamanca (2004); Javier Núñez Gasco, Galería Bores & Mallo, Lisboa, (2004); “Ocio y Juego”, Sala Unamuno, Salamanca, España (2002); Virtual, Galería Varrón,Salamanca, España (2000).

Entre las varias colectivas en las que ha participado: Spanish flies, Ethan Cohen Project and the Art House Miami, Nueva York (2008); Idilios, DA2 Domus Artium 2002 – Centro de Arte de Salamanca (2007); La palabra imaginada, Museo de Arte Contemporáneo Esteban Vicente, Segovia (2007); GIMME SHELTER or i'm gonna fade away, Halle Für Kunst, Lüneburg, Alemania (2006); Un Nuevo y Bravo Mundo, Sala de la Comunidad de Madrid (2005): Making Life Come to Life: Ben d’Armagnac, Stedelijk Museum, Ámsterdam, (2005); Tractor (comisariado por Vasco Vidigal y Ana André), Fábrica da Cerveja de Faro, Portugal, (2005); Coreografías Póstumas, White Box, Nueva York, USA (2005); Videomix: Geometrías del Deseo, La Casa Encendida, Madrid, España (2005); Resonance, The Netherlands Instituut voor Mediakunst, Montevideo/Time Based Arts, Ámsterdam, Holanda (2005); Seducidos por el Accidente, Fundación Luis Seoane, La Coruña (2005); Vídeo Unplugged, Galleri S.E – International Contemporary Art, Bergen, Noruega (2005); Take me to Portugal, Take me to Spain, Video-Zone: 2nd International Video Art Biennial in Israel, Cinemateca de Telavive, Israel (2004); Inéditos, Caja Madrid, Madrid, España (2002); Veinte de Mil (De Relaciones y Roces), MEIAC - Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Badajoz, España (2001); Viaje II, Ancien Monastère de Saint Croix, Drôme, Francia (2001); Sobrehumanos, SOS Mütterzentrum Salzgitter,Expo-Hannover 2000, Hannover, Alemania (2000); Intervenciones, Claustro del Museo de Salamanca, España (1999).

En 2010 recibe el primer premio en el Concurso Bienal de Fotografía Purificación García con la obra “Público Incondicional”. Actualmente desarrolla un proyecto que obtuvo una beca de Matadero Madrid.

Local: Porta33
10 a 14 de Janeiro de 2011, das 18 às 20h
15 de janeiro de 2011, das 10h às 13h e das 15h às 20h

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