ANDRÉ E.TEODÓSIO
Liquidação Total: Pensar Um Espectáculo

Como membro do Teatro Praga (companhia de teatro apoiada pelo Ministério da Cultura/DGArtes) fazer espectáculos tem sido um percurso paralelo ao da edição, organização de eventos, bem como ao de criação de workshops e conferências. Para nós a desmistificação do ‘fazer teatral’ e a busca pela transversalidade dos discursos e formatos com que a sociedade se rege é mais do que evidente. O workshop que orientarei faz em justa medida parte integrante do nosso trabalho e do nosso conceito de Teatro.

O workshop, tornado possível pelo convite da Porta 33, terá como título “Liquidação total: pensar um espectáculo” e visa contribuir para o questionamento e desenvolvimento conceptual da noção de ‘teatro’. Se aceitarmos o pensamento de Rancière, um filósofo que muito tem reflectido sobre as artes performativas, então cabe ao criador aceitar a sua ignorância permitindo dessa forma a emancipação do espectador. O que nos resta fazer? Que deliberada materialização excessiva permitirá um acto sublime? Agir com cinismo e decalcar formas dos mecanismos de entretenimento ou aceitar ironicamente a possível (in)actualidade dos textos canónicos? Este workshop partilha uma visão da maneira de pensar e fazer Teatro: a minha maneira. Caberá aos seus participantes trair-me.

O workshop é dirigido a todo o público que se mostrar interessado em desenvolver e experimentar a criação de um espectáculo de teatro contemporâneo, decorrerá dos dias 12 a 14 de Novembro e terá, na totalidade, 13 horas de duração.


André e. Teodósio: biografia (resumo)

André e. Teodósio nasceu em Lisboa em 1977 e viveu algum tempo nos Estados Unidos da America (época Clinton). É membro do Teatro Praga (a companhia mais megalopsyquica™ de todos os tempos). Frequentou o Conservatório Nacional de Música, a Escola Superior de Música e a Escola Superior de Teatro e Cinema, locais onde aprendeu muito pouco. Foi membro do Coro Gulbenkian (onde sofreu durante largos anos), da companhia de teatro Casa Conveniente, e colabora assiduamente com a companhia de teatro Cão Solteiro. Individualmente encenou os seguintes espectáculos: Três mulheres, de Sylvia Plath e Diário de um louco, de Nikolai Gogol, Super-Gorila e Supernova co-criados com José Maria Vieira Mendes e André Godinho, Gesamtnakchwerk, e as óperas Riders to the Sea de Vaughan Williams, Metanoite de João Madureira e Outro Fim de António Pinho Vargas. É autor dos textos Shoot the Freak e Cenofobia.

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