rés-do-chão 1 andar: sala 1 / sala 2conversa

 

Novo olhar sobre as Derivações

O 2º núcleo, “Novo olhar sobre as Derivações”, reúne a série de peças em pequeno formato, série essa a que pertence a escultura posta em evidência no núcleo anterior. Executadas em latão com banho de prata, as peças caraterizam-se pelo rigor geométrico e por um jogo de tensões resultante das oposições entre cheios e vazios e entre ortogonalidades e obliquidades.
A primeira peça desta sala corresponde à primeira da série, destacada de modo a sublinhar o processo de génese destas formas. O contorno poligonal simples dos primeiros ensaios vai evoluindo para situações mais complexas, através de um processo de experimentação manual de corte e dobragem de tiras de cartolina. As distorções, interseções e divisórias que daqui resultam fazem pulsar o vão interior e a vivacidade das arestas. Mesmo depois de terminada a peça, a experimentação prolonga-se na possibilidade de variações da sua posição, capazes de criar efeitos ilusórios, pois uma simples mudança de ângulo dá origem a inesperadas configurações.
Há quatro trabalhos, de mais marcada verticalidade, que estão imbuídos de um acentuado cunho arquitetónico. Em todos, no entanto, está patente o carácter projetual, enquanto maquete para eventuais ampliações, quer em escala média, quer em escala monumental.
Estes rigorosos exercícios abstrato-geométricos radicam em experiências da década de 60 e têm afinidades com obras de Ângelo de Sousa e de Jorge Pinheiro, numa convergência de opções estéticas decorrente do marcante convívio nos anos de formação no Porto. Derivações foi o título da exposição de Amândio de Sousa na Delegação da Madeira da Ordem dos Arquitetos, em 2016, realizada em parceria como Arq. Duarte Caldeira, onde estas peças foram  mostradas pela primeira vez.

 

 

A new look at Derivations

The second nucleus, “A new look at Derivations” gathers together a series of small sculptures. The sculptures on display in the previous nucleus  belongs to this series. They are made in silver-plated tin and are characterised by their geometrical exactness and by the interplay of tensions resulting from oppositions created between full and empty spaces and between rectangular and oblique shapes.  
The first sculpture in this room is the first in the series. It singles out the way in which the development of these shapes has taken place. The simple polygonal outline of the first tests lead to more complex situations by going through a process of manual experimentation where cardboard strips are cut and folded. The distortions, intersections and divisions emerging from this process cause the empty inner space to throb and the edges to take on vitality. Even after the sculpture is finished, the experiment continues in the way that variations are made possible according to its position, where it is able to create illusionary effects  because unexpected configurations are produced by simply changing the angle.
Four other sculptures, where their vertical nature is more marked, bear an emphatic architectural stamp. Nevertheless, in all of them, their purpose as projects is clear in the way that these models may eventually be enlarged whether at medium scale or on a monumental scale.     
Such rigorous abstract-geometrical exercises lie in the experimental art of the 1960s and are akin to work done by Ângelo de Sousa and by Jorge Pinheiro, converging on aesthetic choices ensuing from their friendship during their university days in Oporto. Derivations was the title of Amândio de Sousa’s exhibition at the Madeira Delegation of the Association of Architects in 2016, held jointly with the architect Duarte Caldeira, and showing these sculptures for the first time.

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