Novo olhar sobre esculturas-objecto

Se no 2º núcleo a pequena dimensão era a da maquete e da atitude projetual, nas peças do 3º núcleo “Novo olhar sobre esculturas-objecto”, essa dimensão assume-se como a do protótipo. São executadas em madeira pintada, cuja intenção é a da realização de múltiplos em material plástico leve e resistente, de acabamento apurado, facilitando o manuseamento e a desconstrutibilidade. São trabalhos vocacionados para a ludicidade, com partes encaixáveis, de cor viva e contrastada, em que predominam as curvas e há preponderância das massas sobre os vazios.
Ao optar pela designação de escultura-objecto, o escultor está a sublinhar o seu caráter objetual e o facto de apelarem à manipulação, à interatividade e à combinatória. Daí o acompanhamento das peças por visualizações que clarificam estas hipóteses de variação. A génese destas esculturas-objeto data dos finais dos anos 60 e nelas encontramos laços formais e geracionais com práticas abstracionistas e com experiências objetualistas desse período. Alguns destes trabalhos integraram a exposição Horizonte Móvel. Uma perspectiva sobre as artes plásticas na Madeira —1960-2008, Funchal, Museu de Arte Contemporânea do Funchal, em 2008, realizada no âmbito dos 500 Anos da Cidade do Funchal. A série, numa versão mais alargada e atualizada, pôde ser vista na exposição Paralelamente, no MUDAS -_Museu de Arte Contemporânea da Madeira, em 2016, que reunia obras de Amândio de Sousa e de Jorge Pinheiro.

Isabel Santa Clara, Abril, 2018

 

 

A new look at object-sculptures

If in the second nucleus, small-scale models and sculpture projects were shown, in the sculptures contained in the third nucleus “A new look at object-sculptures”, this dimension is considered a prototype. They are now made in painted wood where the aim is to make them in multiple units in light, resistant plastic material with a high finish, so that they are easy to handle and are indestructible.  They are created with a playful purpose in mind, comprising parts that fit together in bright contrasting colours where curves predominate and where there is a prevalence of solid over empty spaces.
In choosing to call them object-sculptures, the artist is underlining their object-like nature and the fact that they ask to be handled, and encourage interactivity and assembling. This explains that the sculptures have to be viewed so that the possibilities of making variations become clear. The process generating these object-sculptures dates back to the 1960s and in them, we find formal and generational ties linking the abstract art and objectivising experimentation of this period. Some of the sculptures were included in the exhibition Mobile Horizon. A perspective of the plastic arts in Madeira – 1960-2008, Funchal, held at the Funchal Contemporary Art Museum in 2008 celebrating the 500th anniversary of the City of Funchal. In a more extensive, up-dated version, the series could be seen at the In Parallel exhibition at the Madeira Contemporary Art Museum – MUDAS, in 2016 which displayed the combined works of Amândio de Sousa and Jorge Pinheiro.

Isabel Santa Clara, April, 2018

Top