rés-do-chão 1º andar: sala 1 sala 2 sala 3 • apresentação


A produção e obra de Rui Goes Ferreira são sustentadas em princípios e concepções coerentes, procuras e composições inovadoras e particularidades contemporâneas. A criação de espaço é orientada numa hierarquia de valores, onde a intensidade e controlo da luz são factores de organização. Pela análise das suas soluções construtivas e de desenho, descobre-se um arquitecto actual, informado pelos novos movimentos modernos internacionais mas assente na realidade do seu contexto regional, traduzindo a utilização de técnicas tradicionais e materiais locais em criações autênticas e ousadas. Os detalhes constituem subtilezas que preenchem as suas obras num “saber construir” que pode ser hoje matéria de estudo e de transmissão de conhecimentos e técnicas quase perdidas.

Da sensibilidade plástica deste arquitecto faz parte um imaginário estimulado inicialmente na Escola de Belas-Artes do Porto, onde estudou de 1946 a 1953, que reunia os cursos de arquitectura, pintura e escultura. Estrutura depois importada para a Academia de Música e Belas-Artes da Madeira, do qual foi docente, a partir de 1956. Cultiva ininterruptamente o gosto pelas várias artes, do cinema às artes plásticas e decorativas. Em 1964, desenvolve o projecto cultural e inovador para a região da Galeria de Artes Decorativas TEMPO, com o escultor Amândio Sousa. Assumiu ainda a cargo informal de consultor do Património Artístico Religioso da Madeira. Colocando em confronto perspectivas variadas mantinha o processo criativo activo e heterogéneo.


Rui Goes Ferreira’s production and work are steeped in coherent principles and concepts, discoveries and innovating compositions and contemporary particularities. His creation of  space is guided by a hierarchy of values where the intensity and control of light are organising factors. By studying his building and design propositions, we discover an up-to-date architecture, knowledgeable of the new international modern movement but firmly entrenched in the reality of the regional setting, translating the use of traditional techniques and local materials into authentic, daring creations. The details provide the subtleties that are evident of ‘building know-how’ in his work and that may be the subject of study today, transmitting skills and techniques that have almost been lost.

The architect’s artistic sensitivity makes part of an imaginary that was initially sparked off by the Oporto School of Fine Arts where Rui Goes Ferreira studied from 1946 to 1953 and where his course included architecture, painting and sculpture. This organisation was imported to the  Madeira Academy of Music and Fine Arts where he taught as from 1956. He cultivated an on-going taste for the various arts, ranging from the cinema to the creative and decorative arts. In 1964, he and the sculptor Amândio Sousa, worked on an innovating cultural project for Madeira in the form of the TEMPO Decorative Arts Gallery. Furthermore, in a non-official capacity, he took over, the job of consultant to the Religious Artistic Heritage of Madeira. By placing  different kinds of perspectives in confrontation, he kept alive the active, creative and heterogeneous process.   

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