rés-do-chão 1º andar: sala 1 / sala 2 / sala 3


Entender a importância da constante e íntima ligação da arquitectura à vida, na sua feição humana e funcional, é um modo de compreender a sua beleza. A função de qualquer edifício é acima de tudo servir o homem. No habitar. Na vivência dos espaços em plena harmonia e conforto num lugar, numa prática ou numa acção. Como tal o desenho adopta a proporção da escala humana. O domínio e controlo da escala é um exercício de intimidade – sinceridade e aproximação à realidade – constante na obra de Rui Goes Ferreira.

É de salientar o serviço que prestou, entre anos 50 e 70, a instituições que acompanhavam o grave problema da habitação em Portugal. Como Arquitecto Residente das Habitações Económicas da Federação das Caixas de Previdência (HE FCP), na região, realizou diversos projectos de unidades e conjuntos, nomeadamente de habitação individual e colectiva. E ainda para a Sociedade a “Nossa Casa” e, depois da revolução de ‘74, para o Fundo Fomento de Habitação. Esta preocupação pela necessidade e verdade na arquitectura é muito alusiva do espírito e debate da época em Portugal.

 

By understanding the importance of the close consistent connection between architecture and life in its human and functional quality, we have a way of understanding its beauty. The purpose of any building is, above all, to serve man. To house him. To live in spaces enjoying the full harmony and comfort of a place, of a practice or an activity. As such, the design adopts human-scale proportions. Mastering and controlling scale is an excise in intimacy – sincerity and closeness to reality  -  which is a constant in Rui Goes Ferreira’s work.

It should be mentioned that between the 1950s and 1970s, he played a role in institutions  dealing with the serious housing shortage in Portugal. As the Resident Architect of Welfare Housing coming under the Social Security Federation in Madeira, he put forward several housing projects comprising units and estates, mainly individual and collective housing. He also drew up plans for the “Nossa Casa” Company  and after the April Revolution of 1974, for the Housing Fund. His concern for the needs and the truth in architecture was very much in keeping with the spirit and the debate going on in Portugal at the time. 

Top