SOB A TURBULÊNCIA
um projecto de residências
com curadoria de Margarida Mendes
Escola do Porto Santo — Outubro 2021 – Setembro 2022

Catarina Oliveira | Diana Policarpo

1ª Residência — Escola do Porto Santo
24 — 31 Outubro 2021

Sob a Turbulência é um projecto educacional de pesquisa colectiva que parte de um conjunto de apresentações e residências artísticas, desenvolvendo uma reflexão sobre o cruzamento do pensamento oceânico e as artes visuais. O mote do projecto parte das investigações do filósofo e historiador da ciência Michel Serres sobre hidrologia e turbulência, bem como da ecologista e bióloga marinha Rachel Carson, que desenvolveu a sua investigação em redor da literacia do mar. Deste modo, juntar-se-ão artistas, cineastas e músicos numa plataforma de ensino continuo, que convidará a comunidade a debater temas como o pensamento do litoral, a insularidade, e as alterações climáticas, tendo em conta as preocupações globais e desafios que traz o oceano hoje em dia.

Margarida Mendes convidou André Romão, Gonçalo Sena, Nuno da Luz, Ana Manso, Ana Vaz, Catarina Oliveira, Joana Escoval, João Marçal, Diana Policarpo, Sérgio Carronha e Diogo Evangelista, a desenvolver trabalho a partir da literacia costeira das ilhas da Madeira e Porto Santo, ampliando as prácticas de cada qual em formatos que envolvem a ecologia e a pedagogia, de forma interdisciplinar e interescalar. As residências de pesquisa, resultarão numa exposição colectiva e publicação a tomar lugar em 2022.

Margarida Mendes é curadora e investigadora. A sua pesquisa — com enfoque no cruzamento das humanidades ambientais, filme experimental e artes sonoras — explora as transformações dinâmicas do ambiente e o seu impacto nas estruturas sociais e no campo da produção cultural. Integrou na equipa curatorial da 11th Gwangju Biennale "The 8th Climate (What Does Art Do?)", 4th Istanbul Design Biennial "A School of Schools", e 11th Liverpool Biennale "The Stomach and the Port". Em 2019, lançou a série de exposições Plant Revolution! (CIAJG, Museo La Tertulia), que questiona o encontro interespécies explorando diferentes narrativas de mediação tecnológica, e em 2016, curou a exposição Matter Fictions, no Museu Berardo, publicando um livro na Sternberg Press. É consultora de ONGs ambientais que trabalham sobre a mineração no mar profundo e dirigiu também diversas plataformas educacionais, como escuelita, uma escola informal do Centro de Arte Dos de Mayo - CA2M, Madrid (2017); O espaço de projectos The Barber Shop em Lisboa dedicado à pesquisa transdisciplinar (2009-16); e a plataforma de pesquisa curatorial sobre ecologia The World In Which We Occur/Matter in Flux (2014-18). Margarida Mendes é doutoranda no Centre for Research Architecture, Visual Cultures Department, Goldsmiths University of London e colabora frequentemente com o canal online de vídeo reportagem Inhabitants-tv.org.

Catarina de Oliveira vive e trabalha em Lisboa. Em 2009, completou a licenciatura em Artes Plásticas da Goldsmiths College (UK), e em 2012 o mestrado em Artes Plásticas do Piet Zwart Institute (NL). Esteve recentemente em residência na Gasworks, em Londres com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi também artista em residência na Triangle France (FR), no Watermill Center (EUA) e na Kunsthuis SYB (NL), entre outras. Das exposições a solo e duo recentes, destacam-se “A Devorar o Contíguo” na Quadrum (PT), e “Né” no TANK Art Space (FR). Mostras colectivas recentes incluem “Extática Esfinge no CIAJG (PT), “ Terra Nubilus” na Aachen Kunstverein (NL), “Performance Day #2: Le Musée Permormé” em La Ferme du Buisson (FR).

Diana Policarpo vive e trabalha entre Lisboa e Londres. Estudou música no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, licenciou-se em Artes Plásticas na Escola Superior de Arte e Design (ESAD) e tem um Mestrado em Artes Visuais pelo Goldsmiths College, da Universidade de Londres. É artista visual e compositora, actualmente a desenvolver a sua actividade artística entre as artes visuais, música electroacústica e a performance multimédia. O seu trabalho investiga cultura popular, saúde, política de género e relações interespécie justapondo a estruturação rítmica do som como um material tátil dentro da construção social da ideologia esotérica. Exposições individuais e screenings recentes incluem Thyssen-Bornemisza Art Contemporary (SP), Kunsthall Trondheim (NO), Galeria Municipal Porto (PT), Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia - MAAT (PT), CAV- Centro de Artes Visuais (PT), GNRation (PT, Kunsthall Oslo (NO), Galeria Lehmann + Silva (PT), Kunstverein Leipzig (DE), Galeria Francisco Fino (PT), Kunsthall Baden-Baden (DE), Whitechapel Gallery (UK), Xero, Kline & Coma (UK), Nottingham Contemporary (UK), Institute of Contemporary Arts (UK) e LUX - Moving Image (UK) . O seu trabalho também foi incluído em exposições colectivas no Querela/O Armário, Lisboa, PT (2021), Appleton Square, Lisboa, PT (2021); MACE, Elvas, PT (2020); MAAT, Lisboa, PT (Maio 2019); ARCOmadrid, Madrid, ES (2019); Fórum Arte Braga, PT (2019); Lisboa Soa, PT (2018); Chiado 8, Lisboa, PT (2018); Galeria Municipal do Porto, PT (2018), Galeria Francisco Fino, Lisboa, PT (2017), Tenderpixel Gallery, Londres, UK (2017); Mars Gallery, Melbourne, AU (2017), North Gallery, New Castle, UK (2016), Peninsula Gallery, Nova Iorque, USA (2015), W139, Amesterdão, NL (2015) e AN/DOR, Londres, UK (2014). Foi vencedora do Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2019.

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