COMO A ESCOLA SE GRAVOU NO CORPO
por Inês Lapa (PELE_Espaço de Contacto Social e Cultural)

Quando passei para esta Escola, só me lembro de ser Primavera


Instalação sonora
realizada por Inês Lapa e Janne Schröder


De terça a sábado, das 11h às 13h e das 16h às 18h
ou noutro horário previamente solicitado pelo TM 966 616 376

Em Junho de 2021, a PORTA33 iniciou um trabalho de escuta das memórias ligadas à Escola da Vila. Durante uma semana, Inês Lapa, da associação portuense PELE (apele.org), instalou-se numa das salas de aula para receber e ouvir elementos da comunidade portosantense, ligados à Escola. Foram muitas as histórias partilhadas, que continuam gravadas no corpo e na memória daqueles que por ali passaram, enquanto alunos, professores, funcionários, construtores. Esse arquivo ganhará agora vida numa instalação sonora realizada por Inês Lapa e Janne Schröder, que vai ocupar uma das salas de aula, onde muitas destas histórias tiveram lugar. Ao incluir fragmentos das vivências do espaço, que cruzam diferentes perspetivas de quem o habitou, pretende-se que esta instalação despolete memórias sensoriais dos tempos de Escola, ao mesmo tempo que continue o levantamento de mais histórias. Nesse sentido, existirão dispositivos que vão convidar todos os portosantenses que visitem a instalação, a recordar, partilhar e contribuir com o seu testemunho para este arquivo vivo da Escola da Vila.

A instalação estará aberta ao público a partir de 17 de fevereiro, tendo um momento de abertura oficial no dia 19 de fevereiro, sábado, entre as 16:00-19:00. A instalação permanecerá disponível até ao Verão de 2022, ficando o convite para a comunidade local a vir experienciar e deixar os seus contributos.

Nos dias 17, 18, 19 e 20 de Fevereiro, terão ainda lugar sessões exploratórias à volta dos temas das memórias da Escola, a partir de dinâmicas de escrita, musicais e de expressão corporal, envolvendo os vários grupos e instituições sócio-culturais portosantenses interessados em participar. Nesta fase, de um processo que se pretende em aberto, foram directamente convidados a Universidade Sénior do Porto Santo, o Centro de Dia da Fundação Nossa Senhora da Piedade, o Grupo de Teatro da Escola Básica e Secundária Professor Doutor Francisco de Freitas Branco, o Grupo Folclórico do Porto Santo, o grupo “Os Amigos do Cantar”, o Grupo Folclórico Infantil Escola EB1/PE Campo de Baixo, o CACI – Centro de Atividade e Capacitação para a Inclusãoe o Aces—Associação Cultural e Recreativa do Espírito Santo.

Exposição/instalação patente de terça a sábado, das 11h às 13h | das 16h às 18h ou noutro horário previamente solicitado pelo TM 966 616 376

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Nesta tarefa infinita para manter viva a presença da Antiga Escola da Vila do Porto Santo, presença que se pretende ser aberta, dinâmica e participativa e apelando à boa vontade de todos, a PORTA33 com Inês Lapa, Janne Schröder e Mariana Viegas, entre os dias 13 a 20 de Fevereiro, dará continuidade ao trabalho de levantamento de testemunhos junto às pessoas da Ilha do Porto Santo que directa ou indirectamente beneficiaram ou ajudaram a construir a preciosa ação daquela Escola.

Testemunhos a recolher em permanência para a criação de um arquivo visual e sonoro das memórias de quem se relacionou com aquele espaço. Neste sentido, trata-se de resgatar vivências sensoriais, memórias indeléveis que o tempo em breve apagará de tanta gente que a Antiga Escola da Vila acolheu ao longo de cinco décadas. Ao registar e documentar, em parte o legado da Antiga Escola da Vila, a PORTA33 tenta manter a Escola enquanto espaço de pertença em que a vida continuará na reconexão crítica e temporal com a comunidade, pela expressão da sua própria identidade e pela reactivação possível das suas memórias.

Para que a intensidade deste nosso propósito continue pulsante e latente, na semana seguinte, a partir do dia 23 de Fevereiro, Catarina Claro contribuirá para a sedimentação do trabalho até agora realizado pela PORTA33 na ilha do Porto Santo, trabalho de ligação e compromisso, a partir da Antiga Escola da Vila, com instituições e individualidades para tornar real a vontade de muitos, e por tantos manifesta, de construir com a vontade da população portosantense um conjunto de atividades, a terem lugar ao longo de 2022 e nos anos seguintes, focadas em ações educativas com a participação ativa dos públicos desta Ilha. Para tais propósitos, a PORTA33 regista e anuncia a colaboração de Sónia Carvalho, residente no Porto Santo que integra desde Novembro passado a equipe que estamos a procurar atentamente construir para assegurar “in loco” o funcionamento sistemático e contínuo imprescindível à atual Missão da PORTA33: uma imersão de coração inteiro na ilha do Porto Santo, a partir de um lugar de princípio(s): a Antiga Escola da Vila. Missão sensível a partir do entendimento de que o arquipélago se cirze com a mesma linha. Um só corpo. Este.

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SESSÕES: 17-18-19 Fevereiro 2022
INAUGURAÇÃO: 19 Fevereiro — 16h
Escola do Porto Santo

Inês Lapa
Nasceu no Porto em 1992. É formada em Music Leadership pela Guildhall School of Music & Drama (Londres), mestrado que terminou em Julho de 2015. Desde aí que tem desenvolvido projetos de criação coletiva e interdisciplinar em diversos contextos.
Desde 2012 que integra projetos da PELE e do Serviço Educativo da Casa da Música, onde atualmente lidera projetos educativos e de criação artística comunitária. Paralelamente, tem desenvolvido a sua prática multi-instrumentalista em diversos grupos de improvisação, composição coletiva e performance interdisciplinar.

Janne Schröder
Nasceu em Bremen, na Alemanha, em 1995. Estudou na Stiftung Universität Hildesheim e como performer multidisciplinar tem explorado o diálogo entre estética e discursos políticos e sócio-culturais. Nos últimos anos criou projetos instalativos, expositivos, teatrais e performativos na Alemanha, Nicarágua, Itália e Portugal. Colabora com a PELE em diversos projetos de criação artística comunitária.

Mariana Viegas

Lisboa, 1969 |Usa a fotografia - enquanto documento do real - na relação com o texto e o tempo - propondo a construção de narrativas que se podem revelar esculturas socias e/ou monumentos pessoais.

Iniciou o seu percurso nos anos 90 trabalhando na Revista Kapa. Colaborou como fotografa de cena em inúmeros filmes produzidos por Madragoa/Gemini Films trabalhando com Pedro Costa, Raquel Freire, Margarida Gil, Manoel de Oliveira, João César Monteiro e João Botelho entre outros. Colaborou em diversas publicações em Portugal e França, entre as quais a editora Assírio e Alvim, o Diário de Notícias e o Público e as revistas Marie Claire e Grande Reportagem, no Le Monde, Libération, Les Inrockuptibles. Das exposições em Portugal e no estrangeiro destacamos Galeria Monumental, 1988, Bienal de Jovens Criadores 1996, Feira do Livro de Frankfurt, 1999, La Villete, 2003, Cluster e Location1 em Nova Iorque; Centro de Artes H. Oiticica, Rio de Janeiro, 2006; Kunsthaus Bethanien, Berlim, 2008; Galeria Vera Cortês 2007, Appleton Square, 2010, Fundação Leal Rios, 2019, Lisboa, Fundação de Serralves/com Pedro Costa, 2019, Porto e CAV, Coimbra, 2006 e 2021. Participação em festivais com os seus trabalhos de video em Portugal, França e Alemanha. O seu trabalho está representado em coleções em Portugal e no estrangeiro: Novo Banco Photo, Fundação Leal Rios, PLMJ, Instituto do Livro, Lisboa, Troia Design Hotel, Fundação Ilidio Pinho, Porto, Museu da Imagem, Braga, Duvernois Landscape St., NY, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro e coleções privadas. Bolseira de Fundação Calouste Gulbenkian para o Location1 em Nova Yorque 2006/2007. Projeto apoiado pela DGArtes em 2009. Artista residente na Fundação E. Schiele na R. Checa, 2004, em GlougAir, Berlim, 2008 e em Copenhaga na Fabrikken for Kunst og Design em 2011. Depois de dez anos fora de Portugal, escolheu viver na Arrábida, instalando o seu atelier.

Catarina Claro

Nasceu em 1986. Mediadora Cultural | Educadora Artística | Contadora de Histórias | Licenciada em Animação Sociocultural pela Escola Superior de Educação de Beja (2004-2008); Mestre em Artes Visuais e Educação pela Faculdade de Belas Artes de Barcelona (2014-2015).
Mediadora Cultural por vocação e missão, tem desenvolvido a sua atividade profissional no âmbito da Educação Artística e Sociocultural como autora e coautora de projetos educativos para públicos diferenciados, junto de instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação EDP. Colabora como Educadora Artística com diversas Câmaras Municipais, Serviços Educativos de Bibliotecas, Museus e Teatros do país. Formadora certificada pelo IEFP, deu aulas no Ensino Superior e Profissional. Os seus projetos cobrem e cruzam uma vasta área disciplinar que vai desde a animação da leitura à expressão corporal e dramática, passando pelas artes plásticas. Desde 2016 encontra-se a viver na ilha da Madeira, onde vem colaborando com a Câmara Municipal do Funchal, o Teatro Municipal Baltazar Dias e a Porta33, na conceção e dinamização de atividades educativas focadas na formação e desenvolvimento de públicos.

Sónia Carvalho vive e trabalha em Porto Santo, ingressou no Conservatório – Escola das Artes da Madeira em 1999 e concluiu o Curso de Formação Profissional de Teatro /Interpretação em 2002. Ainda em 2002 iniciou-se como locutora de programas nas Rádios Zarco, Palmeira e Popular, onde realizou reportagens em estúdio e exteriores e coberturas de eventos socioculturais. Concluiu em 2003 o Curso de Formação de Formadores na Lusitanaforma. Participou na Edição de 2006 do FITIJ - Festival Internacional de Teatro para a Infância e Juventude, pelo Grupo de Teatro Desequilíbrios da Arte (Madeira).
Ainda enquanto atriz participou nas filmagens de documentários e mini- séries da RTP- Madeira. Na Comissão Organizadora dos 500 anos da Cidade do Funchal foi Formadora deTeatro no Projecto “i” em 2008. Frequentou várias Formações e Workshops: O Corpo e Movimento coordenado pelo Formador Edgar Fernandes da Escola Profissional de Artes do Porto (ESMAI); Gestão, Produção e Direcção de Cena de Espectáculos coordenador pelo Formador Otelo Lapa da Fundação Calouste Gulbenkian.
Apresentou Festivais de Música, Dança e Folclore, entre outros, por vários concelhos daMadeira . Exerceu a função de encenadora no Grupo de Teatro Aces no Porto Santo entre, 2010 a 2014 e de Produtora de Eventos na Empresa Diálogos & Sonetos, Lda entre 2014 a 2016. Ocupou, no Porto Santo, funções no Museu Casa Colombo e Núcleo Museológico Brum do Canto em 2017 e 2018. É apresentadora do Canal TV Ilhas desde 2016.

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PORTA33 exalta memórias da Antiga Escola da Vila
JM
Por Catarina Gouveia
Ed. 26-02-22